Etapas para Captação financeira para Start ups

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Ensaio

Antes de partir para o mercado, o empreendedor em estágio inicial precisa ter em mãos todas as informações que conseguir reunir sobre o cenário estratégico comercial – concorrentes e precificação, por exemplo – para serem apresentadas com clareza a potenciais sócios. Pode parecer algo óbvio, mas não é. O despreparo ainda é muito comum. Paulo Alvim, gerente de acesso a mercados e serviços financeiros do Sebrae, diz que muitas vezes o dono da ideia se preocupa mais com as informações técnicas – em explicar a tecnologia de um determinado aplicativo que foi criado – do que em também constatar os benefícios ou diferenciais que este serviço ou produto tem diante de outros similares que existam no mercado. “Há muito ainda o viés do ‘fazer’ e é preciso mostrar para um investidor o ‘porque fazer’”, avalia. O empreendedor deve estar preparado para vender sua ideia com clareza e ter o maior número de respostas na ponta da língua. “Um investidor não apoia uma ideia, mas um negócio”, reforça o especialista.

 

 

Financiamento

As vias tradicionais de financiamento geralmente não servem quando a ideia ainda está no papel, já que bancos, por exemplo, emprestam dinheiro para empresas em atividade. Quando o negócio estiver em andamento, no entanto, há alternativas de empréstimos com juros subsidiados caso o empreendedor precise de recursos e não queira um novo sócio. Exemplos são o BNDES e a Finep. Além de empréstimos reembolsáveis, a Finep tem ainda a alternativa de ceder recursos a fundo perdido para negócios inovadores, já que seu objetivo é fomentar o empreendedorismo.

Venture capital e private equity

Quando startups já testaram produtos/serviços e modelos de negócios e estão prontas para avançar, podem receber investimentos das empresas de venture capital, que também são chamadas de fundos de capital de risco. Geralmente são aportes que superam 1 milhão de reais, em troca de participação no negócio. Em um estágio posterior, quando a empresa está mais madura, o investimento pode vir de fundos de private equity. Nesse caso as operações envolvem investidores de maior porte, empresas ou holdings que detêm operações comerciais consolidadas.

Crowdfunding

É um financiamento coletivo (porque não dizer uma espécie de “vaquinha”) por meio de várias fontes, em geral pessoas físicas. O dono da ideia precisa fazer ampla divulgação do produto ou serviço, não basta inseri-lo em uma plataforma e esperar retorno de interessados. É indicado por especialistas como boa alternativa para testar o projeto porque, se o empreendedor conseguir captar o valor necessário, é um indicativo que há demanda. O Sebrae fornece um exemplo: um diretor de cinema quer arrecadar dinheiro para financiar um novo filme. Ele pode criar esse crowdfunding para receber investimentos. Quando o filme for lançado, os investidores recebem benefícios: pode ser o retorno em dinheiro ou cópias do filme. Esse tipo de investidor não costuma se tornar sócio.

Capital próprio e amigos

A velha fórmula de investir capital próprio e/ou a opção de contar com familiares e amigos também está na lista. Foi assim que Jeff Bezos, hoje bilionário, começou sua empresa de e-commerce que se transformou no gigante Amazon. No entanto, Pablo Ribeiro, gerente do Startup Network da Endeavor, ressalta os prós e contras em contar com empréstimo de conhecidos. Segundo ele, é preciso ter certeza de que o investidor em questão é a pessoa mais apropriada para participar do projeto. Além disso, o fato de o sócio ser familiar ou amigo pode transformar discussões práticas de trabalho em um grande problema, já que há relações envolvidas. “Nem sempre é indicado misturar relações pessoais às de negócios”, avalia.

Investidor-anjo

O investidor-anjo é um empreendedor interessado em apostar em negócios inovadores. Normalmente é alguém que acumulou recursos – muitas vezes tem uma empresa que já deu certo – e resolve apoiar uma iniciativa. A injeção de recursos normalmente vem acompanhada de orientações como indicação de clientes, fornecedores e parceiros. Mas, apesar do apoio estratégico, é importante reforçar que o investidor-anjo não será um executor de tarefas. Além disso, os anjos são alternativas apenas para o investimento necessário não superar limite de 1 milhão de reais. É possível encontrá-los, por exemplo, em eventos promovidos pela Endeavor, Sebrae ou Finep. O Sebrae promoveu neste ano uma espécie de rodada de negócios para unir as duas pontas durante a Campus Party, em São Paulo, e o Brazilian Application Seminary (Brapps), em Brasília.

Siparkha Consultoria

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