O louco

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“O Louco”
(Gibran Khalil Gibran)

Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando:

“Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um rapaz no cimo do telhado de uma casa gritou:

“É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo.

O sol beijou pela primeira vez a minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava a minha face nua, e a minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais as minhas máscaras.

E, como num transe, gritei:

“Benditos, benditos os ladrões que roubaram as minhas máscaras!”

Assim tornei-me louco.

E encontrei tanta liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

Fábio Bento
fabiobento@live. com

Doméstica nos EUA se nega a atender brasileiros. – não sou escrava.

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João Fellet – @joaofelletEnviado da BBC Brasil a Boston (EUA)

Domésticas brasileiras que moram nos Estados Unidos têm evitado trabalhar em casas de brasileiros, queixando-se de posturas autoritárias dos patrões e de problemas para calcular seus pagamentos.

Os casos – mais comuns em áreas que concentram tanto famílias ricas quanto trabalhadores braçais brasileiros, como a Flórida, a cidade de Boston e a capital Washington – expõem diferenças na forma como o trabalho doméstico é encarado no Brasil e nos EUA.

Uma doméstica brasileira que trabalha em Washington há quase 20 anos diz à BBC Brasil que algumas colegas chegam a se recusar a fazer faxina em casas de brasileiros.

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“Elas (patroas) pegam no pé, acham que a gente tem que trabalhar como as empregadas delas no Brasil”, afirma a diarista, que não quis ser identificada por atender alguns brasileiros.

Sede de importantes universidades e organismos internacionais, a capital americana e seus arredores abrigam muitos técnicos brasileiros com alto padrão de vida, bem como milhares de imigrantes que trabalham com serviços domésticos ou na construção civil.

A doméstica diz que se desentendeu com chefes brasileiros quando eles lhe pediram que lavasse parte do telhado da casa. Ela argumentou que, na vizinhança, o trabalho era realizado por empresas de limpeza, pois exigia equipamentos especiais e mão de obra treinada.

“Não era serviço para uma mulher só fazer”, conta.

Fuga

Ela diz ter sabido de dois casos em que empregadas brasileiras que serviam patrões brasileiros fugiram das casas em que trabalhavam. Um dos casos teria envolvido uma mulher que, após dizer aos chefes que não queria mais servi-los, foi levada até o aeroporto para embarcar de volta ao Brasil.

Pouco antes do do embarque, ela diz que a empregada se escondeu no banheiro para despistar os patrões. Horas depois, saiu do aeroporto e buscou a ajuda de colegas para permanecer nos Estados Unidos.

Uma das principais diferenças entre o trabalho doméstico no Brasil e nos Estados Unidos é a forma de calcular o pagamento. Nos Estados Unidos, o valor costuma se basear no total de horas trabalhadas, modelo que tende a encurtar as jornadas, enquanto no Brasil patrões e empregados geralmente combinam uma quantia por dia ou por mês.

São raros nos Estados Unidos os trabalhadores domésticos fixos, que atuam em uma só casa. Muitas domésticas no país se referem a seus empregadores como clientes, e não patrões.

Domésticas dizem que alguns empregadores brasileiros nos Estados Unidos pensam que, por serem brasileiras, estariam dispostas a cumprir o mesmo esquema de trabalho do país natal e tentam pechinchar o preço dos serviços, em geral bem mais caros que no Brasil.

Entre as brasileiras que atuam como domésticas nos Estados Unidos há tanto mulheres que chegaram ao país para servir patrões brasileiros – e depois se desligaram deles, tornando-se diaristas – quanto profissionais que trabalhavam em outras áreas no BrasIL

Conflitos

Dois conflitos envolvendo domésticas e patrões brasileiros ganharam as páginas do jornal The Boston Globe em setembro.

Convidada pela patroa a trabalhar nos Estados Unidos em 2009, Edilene Moraes Almeida diz ter sido incumbida de todas as tarefas da casa – segundo ela, uma “mansão” nos arredores de Boston.

“Dava faxina, fazia almoço, janta e café da manhã; passava roupa, lavava, colocava na ‘dish’ (máquina de lavar louça)”, ela contou à BBC Brasil no início do mês no apartamento que divide com outros imigrantes brasileiros em Everett, cidade vizinha a Boston.

Almeida diz que iniciava o expediente às seis da manhã e só o encerrava à noite, após servir o jantar. Ela afirma que, durante a jornada, mal conseguia deixar a casa, pois tinha de ficar atenta a recados e à correspondência dos patrões. Adventista, conta que seu único dia de descanso era o sábado.

Quando os patrões deixaram o país, Almeida resolveu ficar e diz ter lhes pedido dinheiro para comprar a passagem quando decidisse regressar. “Eles falaram que não, que não iam dar dinheiro, que podiam pagar a passagem só se eu voltasse naquele dia”, afirma. “Eles saíram e não me deixaram condição de nada.”

A doméstica hoje se dedica principalmente aos estudos de inglês e a atividades missionárias, distribuindo DVDs e livros de sua igreja.

Outro caso envolveu a doméstica Noíva Ferreira de Resende, que chegou aos Estados Unidos em 2012 para servir a família de um executivo. Segundo seus advogados, ela recebia US$ 300 semanais por uma jornada de 14 horas diárias, cinco dias por semana, pagamento que seria inferior ao definido em seu contrato.

O caso foi encerrado com um acordo que envolveu o pagamento de US$ 17 mil à ex-funcionária e uma multa de US$ 5.100.

Fábio Bento
fabiobento@live. com

Pelé, o rei do futebol chora,odiado no Brasil.

Comentários sobre o que o Pelé fez pelo esporte é de fato desnecessário.

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Campeão máximo ,goleador,ele mescla sua vida com a profissão, que decidiu seguir,tamanha a qualidade de seu trabalho.
Essa semana,processou a Samsung por uso indevido ou interpretação da imagem, que ele julga ser um plágio de sua pessoa.

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Independente do resultado, o fato que assusta,ainda no Brasil, é que até o deus do futebol,vira um negro fedido, quando não agrada.
O assunto é simples no país do processo, se sentiu lesado,buscou o judiciário para resolver.
Porém, os ditadores do teclado, Do smartphone, se indignaram,xingam, execram, alguem buscando seu direito, se vai ganhar ou não ,isso não é problema meu.
Destilam entre outros racismo…
Fatos pessoais e familiares…

Mas racismo no Brasil?
Sim.
Contra o Pelé? Citado até no chaves?
Sim.

Preto fedido…não assumiu a filha…
Não deve ter sido tão bom…
O rei do futebol chora… Odiado em sua própria terra.

A pergunta é, porque, se odeia tanto os pretos fedidos, ou nego safados?

Fábio Bento
fabiobento@live. com

Os jovens estão investindo errado.

Mariana d’Ávila

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Os jovens estão investindo errado, mostra pesquisa de banco suíço
Quando confiar nos seus instintos pode não ser a melhor opção
SÃO PAULO – Um levantamento realizado pelo banco suíço UBS mostrou que os jovens não estão fazendo as escolhas certas na hora de investir. Decididos a seguir suas intuições ao invés das análises, os Millenials, também conhecidos como Geração Y (pessoas que nasceram entre a década de 1980 e a metada dos anos 90), tendem a cair em armadilhas quando o assunto é investimento.

Divulgada pelo Business Insider, a pesquisa, que entrevistou 1.117 investidores Millennials e da Geração X, aponta que comparado às demais gerações, os Millennials são os que mais se arrependem das atitudes tomadas durante crises financeiras. De acordo com os dados, 52% se arrependem de vender ações em momentos inadequados, contra 23% da Geração X. O mesmo acontece quando questionados a respeito da Bolsa: 68% lamenta não ter investido quando ela estava se recuperando, frente a 52% da Geração X.

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Você pode ganhar bem mais se escolher os melhores investimentos
É consenso que começar a investir desde cedo é uma grande vantagem e por isso, investimentos a longo prazo são as melhores alternativas. Além disso, quanto mais jovem, mais os seus investimentos podem estar expostos a riscos, já que o tempo para recuperação, no caso de perdas, é grande e não há urgência para a retirada do dinheiro aplicado.

Porém, o que acontece na maioria das vezes é que os jovens optam por vender seus ativos em momentos inoportunos e compram quando não deveriam. Eles também falham em aprender com os ensinamentos das outras gerações e preferem confiar no Market timing ao invés de manter uma ação por um longo período. O levantamento mostra que apenas 33% deles afirma ter aprendido com a crise o hábito de comprar ações a longo prazo, mas 27% ainda acredita que a melhor forma de investir é por meio de apostas que preveem o futuro do mercado.

Giovanella Huxler Consultancy
Contato: fwair@live.com

Fábio Bento
fabiobento@live. com